23
de
junho
As Mãos…
Um presente a quem por aqui passa.
Foto do português Nuno Rita.
Curtam!!!

Não são as mãos, a essência da expressão???
Um beijo e boa semana!
Ps. Para Maria, o meu abraço pelo seu aniversário. Que Deus a proteja e lhe dê muita, muita paz.


Comentário por maria — 24 de junho de 2008 (9:07)
Há mãos que afagam e mãos que agridem.
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas.
Mãos que destroem e mãos que edificam.
Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas por outros
Vou usar as minhas mãos para aplaudir essa foto e essa sua idéia
Vou usar as minhas mãos para escrever esse comentário e agradecer
a sua lembrança pelo meu aniversário..
Um beijo amiga..
Comentário por Marcos — 24 de junho de 2008 (16:09)
Por falar em mãos..
Será que a maozinha que dei na orientação da venda da casa da praia as serviram para te ajudar?
Espero que sim e não esqueças que sempre estarei a sua disposição.
Comentário por Joana Pratti — 25 de junho de 2008 (1:02)
Mãos que afagam… mãos que salvam. O quanto da existência depende de nossas mãos?
Já no nosso nascimento, duas mãos nos aguardam, nos amparam, e constituem nosso primeiro contato com o mundo. Duas mãos que nos seguram, que nos despertam para a realidade fora do doce aconchego do ventre materno… que nos levam a dar os primeiros gritos, de inconsciente alegria, inocentes protestos, demonstração precoce da vida a palpitar. Antes mesmo do nascimento, mãos se envolveram amorosamente, no processo de nossa fecundação…
E nos caminhos da existência, seguimos numa perfeita simbiose entre mãos e consciência; elas concretizam necessidades e sentimentos vários: na luta cotidiana pela sobrevivência, as mãos paternas a nortear; as mãos dos que trabalham em diferentes atividades e ajudam a construir a evolução da Humanidade; as mãos do amigo em horas incertas e o roçar das mãos de dois amores no processo de realização dos sonhos mais Ãntimos…
No entanto, essas mesmas mãos que produzem, acariciam e amparam podem se transformar em veÃculos de práticas nocivas, de crueldade: para tomar o bem alheio… para violentar o próximo e até para usurpar o direito de nosso semelhante à vida. Um leve toque de mão pode desencadear um cataclisma mundial.
Cuidemos bem das nossas mãos… e não apenas em termos estéticos.
Que entre as mãos e nossa consciência moral se estabeleça um perene vÃnculo de princÃpios elevados, para que elas signifiquem, sempre, instrumentos reais de semeaduras boas e pacÃficas.
Comentário por Agnes — 25 de junho de 2008 (1:22)
Oi, maninha!!!
Olhando a foto, me passou a sensação de solidão. E passei a pensar: será este o destino das mãos dadas? Voltei no passado, nos meus encontros e desencontros.
Quando somos pequenos (princÃpio), no ápice do amor (meio), e no entardecer do carinho (fim)? Então também elas têm o seu ciclo vital, como qualquer outra coisa vivente?
Respondo-lhe então: Tenho achado casais desanimados com a longevidade do amor.
Há basicamente dois tipos extremos de casais: os que aceitam candidamente a descontinuidade destes pequenos gestos amorosos, e simplesmente vão “empurrando com a barriga” (a GRANDE maioria) e outros (como o nosso VinÃcius de Moraes), que vivem o presente de forma intensa, não importando o número de paixões arrebatadoras em seu caminho.
Acho que me insiro no meio termo. Eu luto pela continuidade, plantando sempre carinhos e afagos, mas, percebendo que não conseguiria reverter o envelhecimento deste sentimento, me afasto, deixando o outro completamente livre para buscar novas emoções.
Comentário por Agnes — 25 de junho de 2008 (1:25)
(cont.)
Este “desprendimento” (incompreensÃvel para a maioria dos seres humanos) não deixa de ser uma generosidade com o parceiro, que talvez não tivesse coragem suficiente para desatar este nó.
E você vê a luz se apagando no seu olhar, o tom de voz desanimando, a mão que não “segura” realmente a sua, apesar de entrelaçada. Para quem dá imenso valor a estes pequeninos gestos, esta é a fase mais dolorosa do amor que se apaga.
Na medida em que a liberdade lhe é oferecida (e, claro, em contrapartida nos é dada) parece que tudo se acalma dentro do coração. Pois o que mata, não é a tristeza nem a solidão, mas a angústia de não se sentir mais amado, e saber, conhecendo bem aquele que compartilhou a nossa vida, que o objeto do seu desejo (e consequentemente sua felicidade) não se encontra mais em você.
Não há limite de idade para se passear novamente de mãos dadas
Comentário por Agnes — 25 de junho de 2008 (1:27)
(cont.)
(vide o belo exemplo do Oscar Niemeyer se casando aos 98 anos – passou a ser meu Ãdolo), assim como não há um tempo certo para a duração de uma relação. Há apenas a certeza de que retirar sua mão (docemente) do enlace, antes que elas se desenlacem (amargamente) para sempre, é a escolha mais sensata.
E você voará muito, muito alto, porque saberá ter presenteado o outro com a PAZ que você própria sempre sonhou.